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mapeamento
     de zonas de
             respiro

A ideia de mapa vem para ampliar a discussão corpo-arte-identidade-cidade. Artistas negras carregam seus territórios consigo em suas obras. Nesse sentido, vale muito a pena sempre entender a força dessa cena que recria o território artisticamente quando uma mulher negra se apresenta. Em consonância com as ideias de Beatriz Nascimento faço uso do termo território e corpo-território para falar do pertencimento de lugar e de identidade. Não só o território (espaço-lugar de pertencimento, criação e pensamento) mas a identidade-imagem-pele transita dinamicamente junto com e nas apresentações e intervenções. Por isso, o lugar geográfico da cidade onde a apresentação acontece, onde a cenovivência foi vista-sentida-fruída é demarcada com o rosto negro. Essas mulheres transformam os lugares por onde transitam, deixam a marca da história e da sua discursividade negra. É o corpo-mapa, brevemente comentado por Beatriz Nascimento no filme Ori. 
 

A ideia desse mapa também é criar a imagem de uma São Paulo negra. Ver esses rostos de mulheres no mapa e fazer uma ressignificação, pois são espaços, instituições, ocupadas majoritariamente por pessoas brancas. Inserir mulheres negras, pensadoras, artivistas como protagonistas no mapa é uma provocação, é transformar o modo de pensar e ver a cidade. É Contracolonizar, provocando imagens da diferença, povoando com a diferença.

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